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UOL Notícias
Destruída rede de "violadores de bebês"
MADRI, 26 maio (AFP) - Uma organização de "violadores de bebês", que distribuía imagens de abusos sexuais a menores através da internet, foi destruída na Espanha, com a prisão de cinco pessoas em Murcia, Barcelona e Orense, anunciou nesta quinta-feira o Ministério do Interior.
Três dos homens presos, de 23 e 24 anos, Alvaro I.G., José G.C. e Eduardo S.
M., são suspeitos de praticar abusos sexuais contra menores. Os outros dois, de 43 e 39 años, Antonio O.M. e José C.C., são acusados de distribuir pornografia infantil.
"As imagens de abusos horripilantes contra crianças filmadas na Espanha eram distribuídas depois por canais secretos da internet", afirmou o ministério em um comunicado.
A descoberta desta rede revelou "uma perversão e degradação que superam os limites conhecidos até agora pelos investigadores da polícia", conclui o comunicado.
O ministro do Interior, José Antonio Alonso, disse ter ficado "impressionado com a brutalidade das imagens, que envolviam nove bebês". A autoridade destacou a importância da colaboração internacional através da Interpol para destruir a rede de pedofilia, em especial no Canadá.
Alonso esclareceu que a Polícia espanhola "destruiu a estrutura básica desta rede criminosa", mas advertiu que a mesma pode ter ramificações que serão investigadas no futuro.
O ministro afirmou, além disso, que a Polícia não constatou a participação dos pais dos menores nos crimes denunciados.
A operação começou em fevereiro a partir de imagens transmitidas à Polícia espanhola pela Interpol, nas quais aparecia uma criança de pouco mais de um ano sendo violentada por dois homens que filmavam a cena, na qual foram identificados um bilhete de trem dos arredores de Madri e material de informática.
O bilhete de trem foi observado e analisado com software de tratamento de imagem e assim descobriu-se em que máquina automática foi expedido, a data e a região pela qual se podia circular com ele.
Graças a estes detalhes, entre outros, a Polícia chegou até o principal responsável da rede, Alvaro I.G., 23 anos, conhecido no meio pedófilo como "Nanysex".
Madrileno, mas residente em Murcia, este indivíduo oferecia serviços de babá para se aproximar dos menores. Seu rosto apareceu em um vídeo que circulava através da internet mostrando abusos sexuais contra uma criança de dois anos, também violentado por um de seus amigos, Eduardo S.M., preso.
Alvaro I.G. trabalhava em uma empresa de conserto e venda de peças de informática. Segundo as investigações, cometeu abuso sexual contra pelo menos outras seis crianças, de idades entre um e cinco anos. Outro membro da rede, José G.C. é acusado de violentar dois meninos de sete e nove anos.
O comunicado do Ministério fala de tráfico de imagens de "dezenas de crianças, muitas delas bebês de apenas alguns meses", que foram filmadas enquanto sofriam abusos, pelo menos nove deles cometidos pelos membros presos deste grupo, informa o comunicado.