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Denúncias são cada vez maiores
Os dados disponíveis sobre abuso e exploração sexual do Ministério da Justiça são de junho do ano passado, quando já se contabilizavam 8.725 denúncias de abuso e exploração sexual infanto-juvenil no País, um significativo crescimento se comparado às três mil denúncias registradas no ano anterior.
Extra-oficialmente, acredita-se que este número já supere os 15 mil casos. De acordo com a Embratur, denunciar e condenar, em particular, o turismo sexual que afeta a infância, é uma determinação governamental. Por outro lado, sabe-se que as empresas de viagem e a mídia direcionada vendem a imagem do Brasil como se aqui fosse o paraíso da orgia.
As crianças e adolescentes vítimas de pedofilia, geralmente, sofrem perdas irreparáveis e as seqüelas emocionais são imprevisíveis, segundo descrevem alguns especialistas, a exemplo da socióloga Marlene Vaz. Para o pedófilo, o tratamento se faz necessário, apesar de descartado pelos autores do crime, que encaram a prática com naturalidade. “É um doente e precisa ser tratado como tal”, afirma Marlene Vaz. Segundo ela, a pedofilia é um transtorno mental relacionado à sexualidade, visto que o adulto vê a criança como objeto sexual.
A situação é tão complicada, explica a advogada Rita Sanches, da Polícia Federal. “Mesmo depois que o pedófilo norte-americano Lawrence Allen Stanley, 47 anos, foi preso em flagrante em meados de outubro de 2002, em Salvador, as fotos de crianças baianas permaneceram acessíveis na internet durante muito tempo”.